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Million Dollar Homepage: a história do site que vendeu um milhão de pixels

Em agosto de 2005, Alex Tew, um estudante inglês de 21 anos, queria pagar a faculdade sem se endividar. A ideia que ele teve cabe numa frase: uma página com um milhão de pixels, vendidos a um dólar cada. Quem comprasse colocava ali uma imagem com link para o próprio site. O nome era tão direto quanto o plano: The Million Dollar Homepage.

Como funcionava

A página tinha 1000 por 1000 pixels. Ninguém comprava um pixel sozinho: a venda mínima era um bloco de 10 por 10, ou seja, 100 dólares. O comprador mandava a imagem, o link e um texto que aparecia ao passar o mouse. Depois de comprado, o espaço era dele para sempre, sem mensalidade.

Os primeiros compradores foram amigos e conhecidos. Com o dinheiro, Tew contratou um serviço de divulgação para a imprensa. A história de um estudante vendendo pixels era boa demais para os jornais ignorarem, e a cobertura gerou mais tráfego, que gerou mais vendas, que gerou mais cobertura.

O último lote

Em poucos meses quase tudo estava vendido. Os últimos mil pixels foram a leilão em janeiro de 2006 e saíram por 38.100 dólares. Somado, o site faturou cerca de um milhão e trinta e sete mil dólares em menos de cinco meses.

Por que deu certo

O que aconteceu depois

A página continua no ar, do mesmo jeito. Muitos dos links, porém, levam a endereços que não existem mais: empresas fecharam, domínios venceram. Ela virou uma espécie de museu da internet de 2005, e é estudada até hoje como exemplo de marketing de guerrilha.

O ponto fraco do modelo também ficou claro com o tempo. Como cada pixel foi vendido uma única vez, a página parou de gerar dinheiro e notícia no dia em que lotou. Não havia nada para disputar.

A mesma ideia, com disputa

O notop10 parte dessa inspiração e muda a regra que travou a Million Dollar Homepage. Em vez de um milhão de espaços vendidos uma vez, são 10 posições que nunca param de mudar de dono. Cada pessoa diz quanto quer pagar, e o valor decide o lugar: quem paga mais fica em cima, e quem cai para a décima primeira posição sai da lista.

A posição não tem prazo. Ela só é perdida quando alguém paga mais, e o ranking de cada dia fica guardado no histórico. Os maiores valores e quem já foi o número 1 aparecem nos recordes. O mínimo para entrar é R$ 2,99 enquanto houver vaga livre.

Se você quer entender as regras antes, a página como funciona explica tudo em cinco minutos.

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